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A História das Coisas

quarta-feira, 29 de outubro de 2014 0 comentários

O Estranho

segunda-feira, 28 de maio de 2012 0 comentários

Achei interessante essa mensagem e a transcrevo aqui:


Crônica: 

O ESTRANHO!!! 

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade.

Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.

O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.

Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.

Meus pais eram instrutores complementares: Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer.

Mas o estranho era nosso narrador.

Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias.

Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.

Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!

Levou minha família ao primeiro jogo de futebol.

Fazia-me rir, e me fazia chorar.

O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.

Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).

Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.

As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa… Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.

Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.

Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.

Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.

Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.

Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar.

Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.

Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...

Seu nome?

Nós o chamamos Televisor...

Nota: Agora tem uma esposa que se chama Computador e um filho que se chama Celular!    







Opinião: 

Cuidado Com A Televisão..

Por PROF MENEGATTI                http://www.abtd.com.br  Data da Publicação: 08/09/2009


Cuidado! Somos inundados diariamente com milhares de informações, que entram em nossas casas, por meio dos inúmeros canais de TV.

Muitas destas informações são importantes e úteis às nossas vidas, outras, porém, nada edificam e, portanto, merecem um cuidado maior dos telespectadores, especialmente os pais. 


Por isso não admita a TV pelo menos nestes dois lugares: 
Onde sua família faz as refeições.
E nos quartos.


Você já pensou como aquele "tubo" corrói a família? Assim você concluirá que vale a pena a restrição. 


No inicio dos anos 80, um estudo de uma universidade revelou que um terço das crianças de quatro a cinco anos, nos USA, renunciariam ao relacionamento com seus pais em favor da TV.


Antigamente as famílias se reuniam na sala para conversar. 
Hoje ai de quem falar quando o pai está assistindo o jornal ou perguntar alguma coisa, quando a mãe estiver assistindo a novela das oito. 


A comunicação pára quando a TV está ligada. Enfim, quem pode competir com esse vasto cardápio de imagens e comerciais...


Levantamentos indicam que o norte-americano adulto vê televisão em média, a enormidade de 30 horas por semana. E os pré-escolares ficam diante da televisão em media 27 horas por semana. 


Imagino o que se deve esperar de uma sociedade que se orgulha de ter mais lares com televisão (98%) do que banheiros internos (97%).


Pense nisso! Agora a escolha é sua...

Fonte:

http://www.abtd.com.br - Data da Publicação: 08/09/2009  Por PROF MENEGATTI

Vinhos Nacionais (2) Artesanal !!

domingo, 27 de maio de 2012 0 comentários

Setor vitivinícola busca legalizar vinho artesanal e colonial

Modelo para regularização dos produtores de vinho que hoje estão na informalidade pode ser o da agricultura familiar 


Por Orestes de Andrade Jr.

A elaboração de vinho colonial muito presente na cultura gaúcha, influenciada por imigrantes alemães e sobretudo italianos desde o século 19, poderá ser regularizada. É isso que o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) está empenhado em conquistar na prática, a partir da realização do seminário sobre o vinho artesanal, nesta sexta-feira (18), em Bento Gonçalves (RS), em parceria com a Embrapa Uva e Vinho, Emater-RS, Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no RS, IFRS (Instituto Federal do Rio Grande do Sul), UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Secretaria de Agricultura do Estado. Cento e cinquenta (150) produtores e líderes de entidades representativas do setor lotaram o auditório da Embrapa Uva e Vinho. “Depois de muito debate e troca de ideias, chegamos a um caminho para formalizar os pequenos produtores artesanais de vinhos, que hoje estão, em sua maioria, na informalidade”, explicou o diretor-executivo do Ibravin, Calos Raimundo Paviani, acrescentando que o seminário foi só o último ato de uma série de discussões sobre o assunto promovidas pelo setor vitivinícola nos últimos anos.
Hoje, o vinho colonial é comercializado de modo irregular, sem garantia de procedência (registro de produto e produtor). “Estamos em vias de criar a categoria de ‘elaboradores de vinho artesanal’, que deverão seguir as regras ambientais e sanitárias, mas que serão tratados de forma diferenciada como agricultores familiares”, explicou Paviani. Além de tirar os produtores da informalidade, a intenção do setor vitivinícola é dar segurança ao consumidor que adquirir os vinhos artesanais ou coloniais, por meio da garantia de cumprimento das exigências sanitárias e ambientais. “O modelo de agricultura familiar é menos burocrático. Outra alternativa aos produtores é a organização de forma associada em cooperativas”, destacou Paviani.
O modelo a ser seguido, portanto, é enquadrar os pequenos produtores de uva nas regras da agricultura familiar. Assim, estariam isentos de impostos, como o ICMS, os produtores de uva, vinho e derivados, com produção limitada (a quantidade ainda não está definida), uso de 100% de matéria-prima própria, área de até quatro módulos rurais (no Rio Grande do Sul, um modelo rural equivale a 15 hectares) e faturamento bruto anual de 15 mil UPFs (cerca de R$ 196 mil, pelo UPF-RS) com toda a atividade produtiva rural. “Estas são as regras que regem os agricultores familiares de todos os setores agropecuários”, disse o engenheiro agrônomo Renato Cougo dos Santos, da Emater-RS. “Os limites compreendem toda a atividade econômica dos produtores, não apenas a produção de uva, vinho e derivados, que deverão estar inseridos no contexto geral das propriedades rurais”, alertou José Fernando Werlang, fiscal federal agropecuário do Serviço de Inspeção de Produtos Agropecuários (Sipag/SAF-RS) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no RS. “Com a legalização, o produtor terá mais uma alternativa de renda na propriedade rural”, afirmou.

Limites
No seminário ficou confirmada a existência de legislação que permite ao produtor rural vender seus vinhos e derivados, isento de ICMS (no RS) desde que esteja formalizado. “Os produtores, em geral, não sabem disso ou tem receio de se formalizar temendo uma fiscalização sanitária e ambiental rigorosa”, observou Renato Santos. “Mas há formas simplificadas de obtenção de licenças ambientais para pequenas propriedades rurais”, acrescentou. Os produtores se manifestaram no sentido de tornar esta produção artesanal de vinho diferenciada, ligada ao enoturismo. Na Europa, há mais de 5 mil Indicações Geográficas, sendo a metade de bebidas. “No Rio Grande do Sul já existem identificações que qualificam os produtores oriundos da agricultura familiar, como a marca Sabor Gaúcho, que pode ser usada também pelos produtores de vinhos”, disse Santos.
Quem estiver enquadrado nestas regras poderá comercializar o vinho artesanal ou colonial (o nome ainda está em discussão) exclusivamente na sua propriedade ou então em feiras de agricultores familiares realizadas dentro do seu Estado. “O que queremos é regulamentar uma questão que já existe hoje, a produção de vinho artesanal e colonial, feita por produtores que atualmente estão na informalidade”, alertou o fiscal. As limitações a este produtor, que não precisa registrar empresa para não perder a condição de segurado especial do INSS, será não vender seus produtos a estabelecimentos comercias como armazéns e restaurantes. Sua venda deverá ser exclusivamente ao consumidor final.

Próximos passos
A proposta do setor será levada para o debate em audiência publica que será realizada em junho pela Câmara dos Deputados, em virtude de dois projetos de lei relacionados ao tema que estão em tramitação atualmente (o PL 3183/2012, do deputado federal Onyx Lorenzoni – DEM/RS; e o PL 2693/2011, do deputado federal Pepe Vargas – PT/RS, hoje ministro do Desenvolvimento Agrário). “Os produtores gaúchos, por tradição e cultura, produzem vinhos para consumo próprio e eventualmente para comercialização entre amigos e conhecidos. A intenção é trazer todos para a formalidade, conhecer os números desta produção através do cadastro e fomentar a geração de renda para essas famílias”, disse Paviani.

Além do enquadramento legal dos produtores de vinhos artesanais, ficou evidente a necessidade de estabelecer um padrão mínimo de qualidade. Werlang ressaltou que, para o Ministério da Agricultura, “vinho é vinho”. Se ele é artesanal, colonial ou orgânico, por exemplo, são qualificações que podem ser usadas comercialmente. “As regras mínimas para os produtos de origem agropecuária são as mesmas e devem ser seguidas por todos”, apontou. Werlang salientou que qualquer produtor precisa ter um registro formal (CNPJ ou bloco de produtor rural), ter um técnico responsável e seguir as Boas Práticas de Fabricação em suas instalações e no uso de equipamentos.

Informalidade
Segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2006, último ano disponível, o número de informantes que declararam produzir vinho é 8.383 no Brasil. Destes, 6.452 disseram que é para consumo próprio. “Este é o tamanho da informalidade no setor vitivinícola brasileiro”, apontou. No RS, principal estado produtor de uvas e derivados, são 7.096 produtores de vinhos declarados – 79% deles dizem que é para consumo próprio.

Alexandre Hoffmann, pesquisador e Supervisor da Área de Comunicação e Negócios da Embrapa Uva e Vinho, lembrou que, hoje em dia, não se admite mais a produção de qualquer alimento sem os cuidados mínimos com segurança e qualidade. “Todos têm de seguir regras mínimas para a elaboração de vinhos e derivados, inclusive o produtor artesanal”, atestou. “As regras da agricultura familiar são o caminho para a regularização do vinho artesanal e colonial no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde esta atividade é histórica entre os produtores”, concluiu Paviani.

Paviani

Fontes:
IBRAVIN - Instituto Brasileiro do Vinho Emater-RS Jornal Sul21 On Line 
Jornal doTurismo

Vinhos Nacionais

sábado, 26 de maio de 2012 0 comentários

Alguns Brasileiros são contra os nossos produtos...

Dentre esse produtos os vinhos são os que mais sofrem com as importações...

temos vinhos bons e ruins como em qualquer lugar..Mas uma coisa é certa: Tem brasileiro que é antinacionalista.  Veja  porque!!!!

 

“Boicotar vinhos nacionais é imprudente e injusto”, critica diretor do Ibravin
Na visão de Carlos Raimundo Paviani, mentalidade “colonialista” dos brasileiros cria noção de que os vinhos importados seriam melhores | Foto: Gabriela Mo/IBRAVIN
Samir Oliveira

Em julho de 2011, quatro entidades que representam o setor vitivinícola brasileiro ingressaram com um pedido junto ao governo federal para que sejam adotadas medidas de proteção à produção nacional de vinho. Ameaçados com a entrada crescente de produtos estrangeiros, os vitivinicultores brasileiros reivindicam que a presidente Dilma Rousseff (PT) coloque em prática o mecanismo da salvaguarda, restringindo quantitativamente a entrada de vinhos importados no país.
Em março deste ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior publicou uma circular no Diário Oficial da União iniciando o processo de análise da situação – que poderá culminar com a adoção da salvaguarda à produção nacional. Contrários à medida, alguns restaurantes do centro do país têm boicotado a compra de vinhos brasileiros em seus estabelecimentos.

Nesta entrevista ao Sul21, o diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Raimundo Paviani, critica a retaliação adotada pelos restaurantes e detalha as dificuldades que os vitivinicultores brasileiros enfrentam para comercializar seus produtos. “Foi uma medida de retaliação que consideramos imprudente, precipitada e injusta”, diz Paviani sobre o boicote. Ele acredita que há uma mentalidade “colonialista” que entende que os produtos importados seriam melhores. “Em qualquer país do mundo civilizado, o primeiro produto apresentado no restaurante é o nacional”, compara.
Além do Ibravin, também capitaneiam a iniciativa de exigir salvaguarda a União Brasileira de Vitivinicultura, a Federação das Cooperativas do Vinho e o Sindicato da Indústria do Vinho do do Rio Grande do Sul.



“Há um cenário mundial de reorganização do setor vitivinícola. Há pelo menos uma década e meia a produção mundial é maior do que o consumo”

Sul21 – Qual a situação da produção nacional de vinhos atualmente?

Paviani – O setor vitivinícola gaúcho e brasileiro vem num processo de transformação muito grande nos últimos anos, buscando mais qualidade e focando alguns produtos. São quatro setores na produção: vinhos de mesa, vinhos finos, sucos de uva e espumantes. Em relação ao setor de vinhos finos, fizemos uma solicitação ao governo federal no ano passado para que fosse adotada uma medida de salvaguarda. Nos comprometemos a apresentar um plano de investimentos e reestruturação do setor para que possamos aumentar a qualidade dos produtos nacionais e ampliar a competitividade.
Sul21 – Como seria aplicada, na prática, a salvaguarda?
Paviani –
Seria aplicada na forma de restrições quantitativas das importações. O setor de vinhos finos vem crescendo no Brasil. De 2006 a 2011 cresceu 35%, passando de 68 milhões de litros para 91 milhões. Mas o setor produtivo brasileiro não participou desse crescimento, que foi abocanhado pelas importações.
Paviani alerta para necessidade de proteção da produção nacional diante do assédio dos produtos estrangeiros ao mercado brasileiro | Foto: Gabriela Mo/IBRAVIN

Sul21 – Há quanto tempo os produtores de vinho enfrentam essa situação no Brasil?
Paviani –
A curva começa a inverter ainda nos anos 2000. Mas nos últimos anos, com a crise econômica mundial, esse processo se intensificou. Só nos primeiros meses de 2012 as importações aumentaram em 34%.  Há um cenário mundial de reorganização do setor vitivinícola. Há pelo menos uma década e meia a produção mundial é maior do que o consumo. Isso faz com que os países entrem numa competição muito grande.

Sul21- Nesse cenário o Brasil é um mercado cobiçado?
Paviani –
O mundo inteiro tem olhado para o Brasil nos últimos anos. Somos a bola da vez. Há uma classe C ascendente, com poder aquisitivo crescente, além de estabilidade política e econômica. O país praticamente se protegeu da crise mundial, que não chegou a abalar o Brasil da mesma forma que abalou os principais países produtores de vinho. Então eles vêm para o mercado brasileiro com agressividade. É em função desse ataque que propomos essa  medida de defesa comercial chamada salvaguarda.



“Já manifestamos ao governo que não queremos aumento de impostos sobre importações, porque seria um ganho ilusório de competitividade”


Sul21 – Não é uma medida protecionista?
Paviani –
Protecionismo é quando um governo, sem lei nenhuma, diz que não entra mais determinado produto no país. A salvaguarda parte de um processo a ser estabelecido. É um tema novo para o Brasil, por isso gerou esse desconforto e essas informações distorcidas. O pedido foi feito em julho de 2011 e foi publicado no Diário Oficial da União na forma de uma circular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no dia 15 de março deste ano. O governo abriu o processo administrativo para avaliar a situação e averiguar se adotará ou não as medidas de salvaguarda. Nós apostamos que ela será concedida. Mas é uma decisão que cabe ao governo.
Sul21 – Se for acatada pelo governo, a salvaguarda aos vinhos nacionais fará com que aumentem os impostos sobre os importados?
Paviani –
O modelo de salvaguarda prevê que ela pode ser concedida de duas formas: pelo aumento de impostos ou por restrições quantitativas. Já manifestamos ao governo que não queremos aumento de impostos sobre importações, porque seria um ganho de competitividade de forma ilusória. Quando caírem os impostos, volta-se ao patamar anterior. Estamos propondo que ocorra uma restrição quantitativa das importações, de forma que a produção nacional possa participar desse mercado que está crescendo. Não seriam eliminados os produtos importados que existem hoje, mas o crescimento será um pouquinho menor. Não é tirar do mercado o que já tem, é permitir que o vinho nacional possa concorrer também de forma quantitativa durante os três anos em que vigorar a salvaguarda.
"O que vai garantir a produção nacional é melhoria da competitividade, produção em escala maior, redução de custos e promoção dos produtos" | Foto: Gabriela Mo/IBRAVIN

Sul21 – Esse pedido de salvaguarda motivou protestos por parte de importadores e restaurantes. Como o senhor avalia o boicote aos vinhos nacionais promovido por alguns estabelecimentos?
Paviani –
Foi uma medida de retaliação que consideramos imprudente, precipitada e injusta. Há dificuldade em se comercializar os vinhos em alguns restaurantes por falta de imagem. São poucos os restaurantes que têm uma carta de vinhos nacionais considerável. A grande maioria tem dois ou três vinhos brasileiros, o que dá cerca de 10% da carta. Fazer um boicote e retirar esses 10% é quase uma piada. São cinco ou seis restaurantes do centro do país que estão fazendo isso. Na verdade, como 90% dos vinhos que eles oferecem são importados, o boicote sempre existiu. Só ficou mais claro agora porque não aceitam a salvaguarda. Estão influenciados por alguns importadores que compram as cartas de vinhos. Adotaram a posição de serem contra a salvaguarda sem saber se ela vai ser implantada ou não e de que forma ela vai ser aplicada.
Sul21 – Isso acaba limitando a liberdade do consumidor, que poderia preferir tomar um vinho nacional.
Paviani  -
Em qualquer país do mundo civilizado, o primeiro produto apresentado no restaurante é o nacional, depois apresentam o vinho dos outros países. No Brasil é ao contrário, primeiro oferecem os vinhos da Argentina, do Chile, da França e da Itália. No final da carta há uma página para os produtos brasileiros. E isso não ocorre só com o vinho. É uma mentalidade colonialista de que tudo que é importado é melhor.


“Os franceses formaram o Comitê Revolucionário de Ação Vitivinícula. Lá a conversa é outra e o governo regula essas questões. Aqui só falam no livre comércio”

Sul21 – É um problema de marketing da produção nacional, não de qualidade?

Paviani – Tem vinhos bons e ruins em tudo que é lugar do mundo. O Brasil não é diferente nesse sentido. Mais do que a qualidade intrínseca, precisamos trabalhar também a questão da percepção do produto. Reconhecemos essa dificuldade. Por isso que o plano de ajuste que se está propondo trabalha com a intensificação da promoção do vinho brasileiro para que ele possa ser assimilado pelo consumidor. Somente a salvaguarda não vai garantir. O que vai garantir a produção nacional é um trabalho mais expressivo de melhoria da competitividade, de produção em escala maior, de redução de custos e de promoção dos produtos.

Diferenças entre ICMS nos estados também dificultam comércio, diz diretor do Ibravin | Foto: Gabriela Mo/IBRAVIN

Sul21 – Como os outros países protegem as produções locais de vinho?
Paviani – Os outros países quase não importam vinho. A França importa, mas há dois anos os franceses derrubaram uma carreta de vinho na fronteira com a Espanha. Eles pegam em armas mesmo. Chegaram a explodir a sede do Ministério da Agricultura numa cidade do interior. Os franceses formaram o Comitê Revolucionário de Ação Vitivinícula. Lá a conversa é outra e o governo regula essas questões. Aqui só falam no livre comércio. Mas o livre comércio tem que ser em igualdade de condições.
Sul21 – Além da competição internacional, há as variações de impostos dentro do Brasil. Como isso afeta as produções regionais?
Paviani –
Estamos trabalhando para reduzir o ICMS nos outros estados. No Rio Grande do Sul, o imposto sobre o vinho gaúcho é de 17%, mas na venda externa para outros estados é 12%. Gostaríamos que fosse o mesmo nos outros estados. A grande maioria adota uma taxa de 25% sobre o vinho. Pior do que isso é que alguns estados estão concedendo redução total do ICMS sobre importação dos vinhos, como Santa Catarina e Espírito Santo. É a guerra dos portos, onde uma série de estados está estimulando importações. Há um projeto de lei que iguala em 4% o ICMS para importações de vinho em todo o país. É menos do que para a produção nacional. Mas pelo menos iguala entre todos, para não ter vantagem de um estado sobre outro.
Sul21 – Como é o perfil dos produtores de vinho brasileiros? São, em geral, pequenas ou grandes propriedades?
Paviani –
A maioria da produção nacional é feita por pequenos produtores. Temos uma média de 2,5 hectares de parreirais por produtor. No segmento de vinhos finos houve investimentos em novas regiões, na Metade Sul do Estado e no Oeste do Paraná, por exemplo. É um segmento que tem um potencial de resposta maior do que o aproveitado hoje. Se a concorrência fosse em igualdade de condições seria tranquilo. O problema é que não é. O cenário mundial é de superestoque e muitos países ajudando os produtores a promover seus produtos. Isso estabelece condições de competitividade diferenciadas.



“Discurso de Dilma foi indicativo de vontade política. Foi a partir da Feira da Uva deste ano que as coisas andaram mais rapidamente”

Sul21 – Qual sua avaliação do apoio do atual governo aos produtores nacionais?

Paviani – Conseguimos colocar o assunto em pauta na agenda política nacional dos últimos anos. Somos considerados um setor pequeno. Na década de 1990, quando o governo negociou acordos com o Chile, nós sequer fomos ouvidos. Houve um acordo que tornou o vinho chileno mais competitivo no nosso mercado. Pelo menos agora o governo, ao aceitar analisar o processo de salvaguarda, está dizendo que tem que olhar de forma diferente o setor. É um ponto que entendemos como positivo, porque compromete o governo com o setor.
Sul21 – O discurso da presidente Dilma Rousseff na Festa da Uva foi um sinal positivo para o setor?
Paviani –
Foi um indicativo de vontade política, sem dúvida. Foi a partir da fala dela que as coisas andaram mais rapidamente.
Sul21 – E se, depois de toda a mobilização, o governo entender que a salvaguarda não precisa ser adotada?
Paviani –
Eu diria o seguinte: teríamos que fazer como os franceses (risos).



Fontes:
IBRAVIN - Instituto Brasileiro do Vinho
Blog Sobrejornal de Samir Oliveira
Jornal Sul21 On Line

Agosto, mês do desgosto?

terça-feira, 30 de agosto de 2011 1 comentários
História: 

"César" Augusto, Saiba Mais

Origem do Nome:

Em honra ao 1º Imperador Octávio Augusto (27 a.C. - 14 d.C.), por decreto de Marco Antônio pela conquista do Egito.

Antes denominado Sextil (sexto), sendo consagrado a Ceres – deusa dos campos e das searas , representado por uma grande e formosa mulher com coroa de espigas de trigo e, nas mãos, feixes de espigas.
Ceres (Deméter) Saiba + Sobre a Deusa da Cerveja


Não há nenhuma explicação para o mês de agosto ter se tornado o mês do desgosto ou do azar em tantas culturas.

Em Portugal agosto era a  época em que os navios das expedições zarpavam à procura de novas terras. Casar em agosto significava ficar só, sem lua-de-mel e, às vezes, até mesmo viúva. Os colonizadores portugueses trouxeram esta crença para o Brasil. Na Argentina, não é aconselhável lavar a cabeça durante todo o mês de agosto. Quem lava a cabeça em agosto está chamando a morte.

Apesar de muita gente se dizer incrédulo nos azares próprios do mês de agosto, muitos não se casam, não se mudam, não viajam e não fazem negócios em agosto. A verdade é que as pessoas - acreditando ou não - preferem não brincar com o mágico, com as coisas do sobrenatural.

Fontes:
Wikipedia - Ramarito Bahia - Noticias Universia - Lino Resende - FardilhasWiki(2) - Wiki(3) - Starnews2001 e AEACP


Humor: 



Leia mais abaixo: Animação, Esporte, História, Humor, Poesia, Tirinhas, WebCassetadas

Taps: Lenda Urbana, Marcha Funebre, Militar, Ninar?

terça-feira, 23 de agosto de 2011 1 comentários

Fato:

É uma música de clarim da guerra civil, usada para expressar o fim de um dia de trabalho.

E em sua maneira, é uma canção de ninar, para dizer
aos soldados que tudo estava bem, e que era seguro descansar.

Atualmente é utilizada em funerais como uma mensagem, Descanse em Paz, você fez a sua parte, agora é conosco.


Lenda Urbana: 

Tudo começou em 1862 durante a Guerra Civil, quando do Exército da União Capitão Robert Ellicombe estava com seus homens perto Landing Harrison, em Virginia. O Exército Confederado estava do outro lado da estreita faixa de terra.

Durante a noite, o capitão Ellicombe ouviu o gemido de um soldado que estava mortalmente ferido no campo. Sem saber se era soldado da União ou confederado, o capitão decidiu arriscar sua vida e trazer de volta o homem ferido para um médico.

Rastejando em seu estômago através de tiros, o capitão chegou ao soldado ferido e começou a puxá-lo em direção ao seu acampamento. Quando o capitão finalmente chegou a suas próprias linhas, ele descobriu que era na verdade um soldado confederado, mas o soldado foi morto.

O capitão acendeu uma lanterna.
De repente, ele prendeu a respiração e ficou dormente com o choque. Sob a luz fraca, viu o rosto do soldado. Era o próprio filho. O menino estava estudando música no Sul, quando a guerra eclodiu. Sem dizer a seu pai, ele tinha se alistado no exército confederado.

Na manhã seguinte, desolado, o pai pediu permissão a seus superiores para dar ao filho um enterro completo militar, apesar de seu status de inimigo.

Seu pedido foi parcialmente concedido. O capitão perguntou se ele poderia ter um grupo de membros da banda do Exército para tocar um canto fúnebre para o filho durante o funeral.

O pedido foi recusado pois o soldado era um confederado. Por respeito ao pai, eles disseram que poderiam dar-lhe apenas um músico.

O capitão escolheu um corneteiro. Ele pediu ao corneteiro para tocar uma série de notas musicais que tinha encontrado em um pedaço de papel no bolso do uniforme de seu filho morto. Este desejo foi atendido. Esta música foi a melodia assombrosa que hoje conhecemos como "taps" que é usado em todos os funerais militares.

Toque:


Ouça:






Verdade:

A História verdadeira podem conferir nos links abaixo: fontes: 
http://www.snopes.com/music/songs/taps.asp
http://en.wikipedia.org/wiki/Taps
http://en.wikipedia.org/wiki/File:Taps_music_notation.svg